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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Depressão pós-parto masculina

Também chamada de (ainda não existe um termo certo): Male Depressive Syndrome, Paternal postpartum depression, Paternal postpartum depression, Postpartum psychiatric disorder, depressed mood, and distress.

Após o nascimento de um filho, principalmente do primeiro, os homens têm menos probabilidade de sofrer de depressão do que as mulheres, no entanto existem estudos que comprovam o aumento do número de sintomas físicos e psicológicos negativos nos recém papás. A depressão pós-parto masculina tende a ser um pouco diferente daquela presente nas mulheres no que toca aos sintomas. Os homens tendem a exteriorizar o stress que sentem relativamente às exigências desta fase.





Sintomas


-Ataques de raiva;

-Rigidez afetiva;

-Auto criticismo;

-Irritabilidade;

-Dificuldade em tomar decisões;

-Tristeza;

-Perda completa do interesse pelo mundo que os rodeia;

-Comportamentos de abuso de drogas e álcool;

-Refúgio compulsivo no trabalho e/ou noutras atividades (como a televisão ou o exercício físico, por exemplo, com o intuito inconsciente de escaparem ao trabalho doméstico);

-Atitudes descontroladas e impulsivas como iniciar um caso extraconjugal ou abandonar a família;

-Ferem-se ou sofrem acidentes com frequência;

-Sintomas somáticos como indigestão, perda ou ganho de apetite e peso, diarreia ou obstipação, dores de cabeça e de dentes, náuseas e insónia.

Relação entre a depressão pós-parto feminina e a masculina


A presença de depressão num dos elementos do casal relacionada com o nascimento de uma criança aumenta significativamente a vulnerabilidade do cônjuge desenvolver sintomas da mesma.

Parceiros de mulheres deprimidas sentem menos suporte por parte da mulher, experienciam mais medo, confusão, frustração, raiva, desamparo e incerteza sobre o futuro. Devido a esta diminuição do suporte recebido, este deixa de ser satisfatório para o homem e afeta o seu bem-estar físico e emocional que em conjunto com as grandes exigências que o pós-parto requer, aumenta a probabilidade de também o homem ficar deprimido. Este facto também é evidente durante a gravidez, aumentando a vulnerabilidade dos homens apresentarem sintomas de depressão aquando da presença de uma depressão na parceira.









 

 

Prevalência


Estima-se que a sua taxa de incidência está entre 1 e 26% e entre 24 e 50% em homens com parceiras deprimidas. E surge durante o 1º ano de vida da criança.

Fatores de risco


Vários são os fatores que contribuem para aumentar a probabilidade dos recém papás desenvolverem sintomas de depressão ou por outro lado manterem os mesmos por mais tempo. Enquanto fatores de risco, eles apenas tornam estes homens mais propensos a ter uma depressão pós-parto comparativamente com os pais que não os têm, não querendo isto significar que seja certo que todos os homens abrangidos por estes fatores venham a evidenciar este tipo de perturbação.

Os pais estão mais vulneráveis a deprimir quando:


-A gravidez não foi planeada,

-O relacionamento entre o casal é pobre,

-A rede social é deficiente,

- Estão desempregados,

-A relação com a parceira é menos satisfatória,

-Existe um fraco suporte emocional e social por parte da família e amigos,

-Existe uma história prévia de depressão durante a gravidez ou presença de depressão no pós-parto na parceira,

-Existe uma diminuição do suporte dado pela parceira,

-A parceira sofre de Blues pós-parto,

-Têm a perceção que a capacidade da mulher para lidar com as exigências do pós-parto é baixa,

-Existe uma discrepância entre as expectativas criadas no período pré-natal e a realidade do pós-parto.

Para além destes fatores, a incapacidade de fornecer suporte e bem-estar à família, seja pela falta de recursos pessoais para lidar com as demandas da parentalidade no primeiro ano de vida da criança ou pela presença de sintomas de depressão, promove a insatisfação no homem quanto ao seu papel enquanto pai e aumenta ou desencadeia os sintomas de depressão.

Consequências negativas


A depressão pós-parto no homem afeta negativamente:


-Desenvolvimento comportamental e emocional da criança, bem como no seu bem-estar. Esta relação poderá ser evidente pelo aparecimento de sintomas comportamentais na criança, como alterações de conduta e hiperatividade, em vez dos esperados sintomas emocionais, como aflição e tristeza;

-Os próprios comportamentos de saúde e a interação positiva que os pais devem ter com o recém-nascido;

-A relação do casal, aumentando a probabilidade de separação ou divórcio;

-O bem-estar psicológico da parceira, aumentando o risco desta vir a desenvolver sintomas depressivos;

-a relação pai-filho (pouco envolvimento em atividades com o filho).




 








 

Diagnóstico, tratamento e prevenção


Ao contrário da depressão pós-parto nas mulheres, a depressão paterna apresenta sintomas de difícil reconhecimento uma vez que podem ser interpretados como sendo característicos da ansiedade natural relacionada com a mudança social e financeira nesta fase.

Para além de ser uma perturbação difícil de diagnosticar, os homens comparativamente com as mulheres, mesmo quando cientes de que estão deprimidos, têm menos tendência a pedir ajuda.

É certo que antes do nascimento da criança, os pais já podem apresentar um risco elevado de virem a vivenciar muito stress após o nascimento e por consequência desenvolver uma depressão pós-parto. Com base neste facto, os homens que durante a gravidez e o parto estão pouco informados e presentes apresentam maior vulnerabilidade de ter um período pós-natal mais stressante.

Este aspeto sugere que é de grande importância a inclusão do pai em todo o processo da gravidez e parto provindo-o de informações sobre a gravidez da parceira e sobre os problemas relacionados com a educação e os cuidados a ter no iniciar da parentalidade.

Uma vez que os homens deprimidos dificilmente pedem ajuda ou tratamento, a solução passa maioritariamente pela prevenção. Esta deve partir da iniciativa dos pais para estarem informados e darem suporte à parceira, prevenindo igualmente o aparecimento de sintomas de depressão na mulher porque esta sente-se apoiada e segura.

A participação em grupos de preparação para o parto/parentalidade que incluam o casal bem como em sessões específicas para os homens são bastante importantes para a prevenção da depressão tanto do pai como da mãe uma vez que estão ambas correlacionadas.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Paternidade, uma tarefa para a vida

Pense no seu papel como pai
Qual é o papel do pai ao criar os filhos? Como viu o seu pai ao crescer? As noções que trouxe consigo da sua infância influenciam, inconscientemente, o modo como se comporta sendo pai. Pense sobre o modo como quer educar os seus filhos e como se quer relacionar com eles. Não se deixe influenciar por falsos conceitos, como por exemplo “a única responsabilidade do pai é garantir o sustento da família” ou “o papel do pai é dar disciplina”, pois isso só o afastará do seu filho

Respeite a mãe dos seus filhos
As crianças imitarão o comportamento dos pais. Para respeitar a autoridade da mãe, eles devem ver que você a valoriza. Para além disso, o modo como trata a mãe dos seus filhos vai afectar o modo como eles acreditam que as mulheres devem ser tratadas no futuro. Faça isto mesmo que esteja divorciado.

Passe tempo com os seus filhos
Muitos pais negligenciam oportunidades de passar tempo com os filhos. Passam o tempo preocupados com o trabalho e/ou com outros assuntos que, acreditam, irão beneficiar indirectamente os filhos.
Lembre-se que a infância é um período bem curto e que pode proporcionar experiências maravilhosas. Você pode sentir-se cansado e as preocupações do dia-a-dia querem consumir o seu tempo, mas você quer realmente que os seus filhos o vejam como um estranho distante? Se não estabelecer intimidade com seus filhos, enquanto eles são crianças, vai ser mais difícil quando eles estiverem maiores.
Dispense alguns momentos diários para estar com o seu filho a brincar e a conversar. Nesses momentos aproveite para elogiar e evite falar do desempenho escolar, fazer críticas ou impor regras. Devem ser momentos inteiramente dedicados à criança e à construção de uma relação que se pretende que seja para a vida.

Ensine pela palavra e pelo exemplo
Muitos pais acham que as crianças irão crescer e, miraculosamente, distinguir o certo do errado. Não é bem assim. As crianças precisam saber o que é certo e o que é errado e precisam que os pais demonstrem qual é qual.
Tome decisões na frente delas e explique porque decidiu assim. Mostre as escolhas que fez no passado e explique porque funcionaram (ou não). Avalie as suas decisões baseado na seguinte pergunta: "O que eu gostaria que os meus filhos fizessem nesta situação?"

Demonstre afecto
Muitos homens não ficam confortáveis em dar carinho e comunicar o seu amor aos filhos. Quando os pais se mantêm distantes, muitas vezes os filhos pensam que não são amados, que não alcançam os padrões do pai, que não são suficientemente bons. Estes pensamentos formam as raízes da insegurança, podendo levar a uma vida resignada ou a tentativas de compensar os sentimentos de inadequação, que nem sempre são saudáveis.
O toque, os beijos, os abraços, o colo e todas as outras manifestações de afecto são indispensáveis para o crescimento saudável do seu filho.